Wall Street cai após dados de inflação e guerra no Oriente Médio no radar
Os principais índices acionários de Wall Street operam em queda nesta terça-feira (12), após dados mostrarem uma inflação ao consumidor mais alta do que o esperado e as tensões em andamento no Oriente Médio.
Os preços ao consumidor dos Estados Unidos subiram pelo segundo mês consecutivo em abril, resultando no maior aumento anual da inflação em quase três anos e reforçando as expectativas de que o Federal Reserve vai deixar a taxa de juros inalterada por algum tempo.
O índice de preços ao consumidor aumentou 0,6% no mês passado, depois de ter subido 0,9% em março, informou o Departamento do Trabalho americano nesta terça (12). Nos 12 meses até abril, os preços ao consumidor avançaram 3,8%. Esse foi o maior aumento anual desde maio de 2023 e seguiu-se à alta de 3,3% em março.
Embora uma forte temporada de balanços tenha sustentado o sentimento, a paralisação das negociações entre Washington e Teerã continua sendo uma preocupação para o mercado, já que o aumento dos preços do petróleo alimenta as preocupações com a inflação.
O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou na segunda-feira (11) que o cessar-fogo com o Irã está “respirando por aparelhos”, com algumas fontes afirmando que ele estaria considerando uma possível retomada de operações de combate. O Estreito de Ormuz permanece fechado.
Trump também chamou a mais recente contraproposta do Irã para encerrar a guerra de “inaceitável”.
Por volta das 13h30, pelo horário de Brasília, o Dow Jones caía 0,31%, para 49.551 pontos, enquanto o Nasdaq perdia 1,80%, para 25.801 pontos, e o S&P 500 recuava 0,91%, a 7.345 pontos.
O petróleo Brent, referência global, de julho, subia mais de 3,3%, para cerca de US$ 107,65 o barril. O West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, de junho, ganhava mais de 3,7%, para aproximadamente US$ 101,75 o barril.
Se a reabertura do Estreito for adiada por mais algumas semanas, o mercado de petróleo não voltará ao normal até o ano que vem, alertou também na segunda (11) a Saudi Aramco, maior exportadora de petróleo do mundo.
*Com informações da CNN Internacional e da Reuters
Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?
Fonte: cnnbrasil.com.br
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