Como prevenir manchas e hiperpigmentação após o verão?
Após meses de maior exposição ao sol, é comum que muitas pessoas percebam o surgimento ou o aumento de manchas na pele. O quadro, conhecido como hiperpigmentação, acontece quando há produção excessiva de melanina, pigmento responsável pela cor da pele. Favorecendo quadros como melasma, hiperpigmentação pós-inflamatória e até fitofotodermatose, manchas que aparecem após contato com frutas cítricas, como o limão, seguido de exposição ao sol.
Especialistas explicam que o problema pode se tornar mais evidente após o verão, quando a pele já sofreu exposição solar. Por isso, manter cuidados diários é fundamental para evitar o escurecimento irregular e preservar a saúde cutânea ao longo do ano.
“Mesmo quando não há vermelhidão ou dor, esse estímulo já é suficiente para aumentar a pigmentação da pele. Na prática, isso pode levar ao surgimento de manchas solares, agravar quadros de melasma, desencadear hiperpigmentação pós-inflamatória e deixar as sardas mais escuras e evidentes, especialmente em pessoas predispostas. Fatores hormonais influenciam bastante. Mulheres, principalmente gestantes, usuárias de anticoncepcional ou com tendência ao melasma, acabam sendo mais afetadas porque os hormônios aumentam a sensibilidade da pele ao sol”, explica Lorena Mesquita, professora de dermatologia da Afya Ribeirão Preto.
Como evitar a hiperpigmentação da pele após o verão?
A principal recomendação segue sendo o uso contínuo de protetor solar. Mesmo fora da temporada de praia e piscina, a radiação ultravioleta segue presente e pode estimular ainda mais a produção de melanina.
Dermatologistas orientam utilizar protetores com fator de proteção solar (FPS) 30 ou superior e reaplicar o produto ao longo do dia, principalmente em áreas mais expostas, como rosto, pescoço e mãos.
“Nos casos de melasma, oriento dar preferência aos protetores com cor, porque eles também oferecem proteção contra a luz visível, que pode piorar as manchas”, acrescenta Mesquita.
Evitar exposição solar prolongada também é uma medida recomendada. Os horários de maior intensidade da radiação, geralmente entre 10h e 16h, exigem mais atenção. O uso de acessórios como chapéus, óculos de sol e roupas com proteção UV pode ajudar a reduzir os danos provocados pelo sol.
Cuidados além da proteção solar
Além da proteção solar, manter a pele hidratada também é importante no processo de recuperação após o verão. Produtos com ativos como vitamina C, niacinamida e ácido hialurônico são indicados para ajudar na luminosidade da pele, hidratação e na uniformização do tom.
“Existem inúmeros ativos que podemos usar para clarear a pele. Os mais comuns são ácido cítrico, ácido azelaico, antioxidantes que podem ser uma vitamina C, uma niacinamida, ou então um renovador celular, que são retinóides, exfoliantes da pele, e tudo isso tem que ser avaliado de acordo com o tipo de pele, com a exposição solar e com a idade”, detalha Débora Cardial, dermatologista.
Não tente nada sem orientação específica!
Na tentativa de clarear manchas de forma rápida, muitas pessoas recorrem a receitas caseiras ou a produtos clareadores sem orientação profissional. No entanto, essas práticas podem causar irritação e inflamação, e esses são justamente os principais gatilhos para o aumento da pigmentação, podendo agravar ainda mais o quadro.
A orientação sempre é procurar avaliação de um dermatologista. O profissional pode indicar tratamentos específicos, como peelings químicos, procedimentos a laser ou o uso de cremes clareadores adequados para cada tipo de pele.
“É importante procurar o médico dermatologista quando surgir uma mancha nova, então uma mancha que a gente não sabe muito bem o que é para conseguir um diagnóstico correto e, quando há suspeita de um melanoma, que é um câncer de pele que pode surgir com uma mancha e que é bem grave, precisa de tratamento correto e rápido”, finaliza Cardial.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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