Guerra no Irã pode virar foco de encontro dos chanceleres do Brics na Índia
A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã deve lançar uma sombra sobre os dois dias de reuniões dos ministros das Relações Exteriores do Brics, que começa em Nova Délhi na quinta-feira (14), testando a capacidade do bloco de chegar a uma posição unificada e produzir uma declaração conjunta.
O grupo, que originalmente incluía Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, expandiu-se ao longo dos anos com a inclusão de Egito, Etiópia, Indonésia, Irã e Emirados Árabes Unidos.
O Irã pediu à Índia, presidente do Brics em 2026, que use a plataforma do grupo para criar um consenso condenando as ações dos EUA e de Israel no conflito do Oriente Médio.
As principais diferenças surgiram entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, que estão em lados opostos da linha de frente em uma guerra lançada pelos EUA e Israel em 28 de fevereiro.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, deve chegar no final desta quarta-feira (13) para participar do encontro, que será realizado de 14 a 15 de maio. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, também deve participar da reunião. Não ficou claro quem representará os Emirados Árabes Unidos.
A mais recente rodada pode ser tensa após relatos de que os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita realizaram ataques militares contra o Irã em retaliação aos ataques iranianos.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Randhir Jaiswal, disse em março que alguns membros dos Brics estão envolvidos diretamente no conflito, o que dificulta “a formação de um consenso“.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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