Ibama destrói mais de R$ 6 milhões em máquinas de garimpeiros na Amazônia

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) divulgou, nesta segunda-feira (18), o balanço da Operação Calha Norte, que resultou na destruição de maquinários usados em garimpos ilegais na Amazônia. A ação causou um prejuízo estimado de mais de R$ 6 milhões aos criminosos.

A operação aconteceu entre os dias 12 e 17 de maio, na região de divisa entre os estados do Pará e do Amapá, na região Norte do país. A operação teve como foco os municípios de Almeirim (PA) e Laranjal do Jari (AP), onde sete áreas de exploração ilegal foram desmanteladas.

Durante a ação mais recente, foram destruídas sete escavadeiras hidráulicas, dois tratores, três quadriciclos, além de dezenas de motores e geradores usados na atividade clandestina. As equipes também descartaram cerca de 3,3 mil litros de diesel e desmontaram completamente acampamentos usados pelos garimpeiros.

Em um dos pontos de apoio ao garimpo, os agentes apreenderam ainda 441 unidades de explosivos.

Desde o início das operações na região neste ano, já foram destruídos 27 escavadeiras hidráulicas, três caminhões-prancha utilizados no transporte de maquinário pesado, dois aviões e milhares de litros de combustível.

Novo modelo de garimpo preocupa fiscalização

Durante as ações, os agentes identificaram uma mudança no padrão da exploração ilegal com a descoberta de um chamado “garimpo de filão”.

Diferente do garimpo tradicional, esse modelo utiliza galerias subterrâneas, explosivos e máquinas industriais para triturar rochas e extrair ouro.

Segundo o Ibama, esse tipo de atividade exige maior estrutura financeira e tecnológica dos criminosos, além de provocar impactos ambientais mais severos, como destruição permanente do relevo e risco elevado de contaminação do solo e da água.

Região abriga árvores gigantes da Amazônia

O avanço do garimpo ilegal também preocupa as autoridades ambientais porque ameaça diretamente uma das áreas de maior valor ecológico da Amazônia, conhecida por abrigar árvores gigantes da floresta. Entre elas estão os angelins-vermelhos (Dinizia excelsa), espécies que podem atingir até 88 metros de altura, equivalente a um prédio de cerca de 30 andares.

De acordo com o Ibama, a atividade ilegal compromete unidades de conservação, destrói o subsolo e pode contaminar rios com mercúrio, afetando a biodiversidade da região.

No fim de 2025, a Operação Xapiri Karuanã já havia identificado uma estrutura aérea clandestina usada por garimpeiros a cerca de um quilômetro da segunda maior árvore da Amazônia. Na ocasião, foram aplicados R$ 4,8 milhões em multas e destruídos hangares, pistas clandestinas, oficinas e acampamentos ilegais na região entre Pará e Amapá.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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