Medidas para conter alta do querosene de aviação custaram 45 milhões ao mês
As medidas adotadas pelo governo federal, em abril, para reduzir os impactos da alta do QAV (querosene de aviação) têm custo estimado de R$ 45 milhões por mês aos cofres públicos.
O dado foi apresentado, nesta quarta-feira (13), por Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento, durante coletiva sobre novas ações para enfrentar os efeitos da guerra sobre o setor de combustíveis no Brasil.
Apesar do anúncio de novas medidas para o setor energético, o pacote divulgado nesta quarta não incluiu ações adicionais para o combustível da aviação.
Em abril, o governo editou uma medida provisória com ações emergenciais voltadas às companhias aéreas diante da disparada no preço do QAV. Entre as iniciativas, está a zeragem do PIS/Cofins sobre o combustível por dois meses, até o início de junho.
Na mesma ocasião, também foi anunciada uma linha de crédito com recursos do FNAC (Fundo Nacional de Aviação Civil). O programa prevê até R$ 2,5 bilhões por mutuário, com foco na reestruturação financeira das empresas aéreas.
Uma segunda linha foi desenhada para capital de giro de curto prazo. O modelo prevê R$ 1 bilhão em recursos, com prazo de seis meses, além de condições financeiras e critérios de elegibilidade que ainda serão definidos pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Nesse caso, o risco será assumido pela União.
Os financiamentos são operados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ou por instituições habilitadas pelo banco.
As medidas foram adotadas após a escalada dos custos dos combustíveis provocada pela guerra entre Estados Unidos e Irã e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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