Rice justifica investimento e leva Arsenal ao título inglês após 22 anos

Declan Rice transformou-se no motor da campanha histórica do Arsenal rumo ao título da Premier League, encerrando um jejum de 22 anos do clube londrino. A intensidade do volante inglês, apelidado de “o cavalo” pelos torcedores pela capacidade física e volume de jogo, foi determinante na conquista.

A liderança do jogador ficou evidente em momentos decisivos. Após o Arsenal ver a vantagem de nove pontos sobre o Manchester City praticamente desaparecer no último mês, Rice foi flagrado incentivando os companheiros: “Ainda não acabou”.

O investimento de 105 milhões de libras (cerca de R$ 800 milhões na cotação atual), realizado em 2023, mostrou-se plenamente justificado. Rice participou de praticamente toda a campanha da equipe, marcou quatro gols, deu cinco assistências e ultrapassou a marca de 2.100 passes, com aproveitamento próximo a 90%.

O impacto defensivo também foi decisivo. Rice acumulou 70 desarmes e 37 interceptações, sendo peça-chave ao lado do goleiro David Raya e da dupla de zaga formada por Gabriel e William Saliba, responsáveis por transformar a defesa do Arsenal na menos vazada da competição.

Em janeiro, o técnico Mikel Arteta já havia exaltado o volante após uma atuação decisiva contra o Bournemouth.

“Para mim, sim”, respondeu o treinador ao ser questionado se Rice já era um dos melhores meio-campistas do mundo. “Declan está constantemente acrescentando coisas ao seu jogo. Não vejo onde ele pode parar.”

Revelado nas categorias de base do Chelsea, Rice foi dispensado ainda adolescente antes de construir sua trajetória no West Ham, clube onde conquistou protagonismo e ergueu o primeiro título da equipe em 43 anos.

Desde a chegada ao Arsenal, no entanto, o jogador alcançou um novo patamar. Além da capacidade física, tornou-se peça indispensável pela versatilidade, liderança e influência em diferentes momentos do jogo.

“Este grupo, este treinador, nós realmente queríamos isso”, afirmou Rice após mais uma atuação decisiva na reta final da campanha.

Agora, depois de duas décadas de espera, o Arsenal enfim voltou ao topo — impulsionado pelo fôlego inesgotável de seu principal protagonista.

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Fonte: cnnbrasil.com.br

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